Cada indivíduo possui
ideais, princípios, crenças, objetivos, convicções
por ele um dia escolhidos baseado em seu perfil (personalidade, características
pessoais). A partir do momento que escolhe acreditar, seguir, objetivar algo,
passa-se a defender tais ideais, visto que, se por ele escolhidos, por ele é
considerado sensato, correto e adequado. Colocando tudo que for oposto numa
situação de preconceito, exclusão e intolerância.
Essa aversão à idéias alheias faz com que cresça
no indivíduo um espírito egocêntrico, dificultando suas
relações para com as pessoas e para com o mundo. A intolerância,
muitas vezes, acaba por ser um mecanismo de defesa, que objetiva a praticidade,
o convencional e que condena o que possa gerar mudanças, justamente pela
insegurança, pelo medo de falhar, pelo receio de perder o seu espaço,
a sua originalidade. Até mesmo o conformismo faz com que não nos
sintamos precisados de mudanças radicais, excessivas, ou medianas, ou
ponderadas.
A intolerância pode causar os mais diversos problemas, desde a dificuldade
nas relações, como também a autoconfiança (formada
pelo exacerbo de confiança em suas convicções) excessiva
que gera um radicalismo infindável com o que se refere ao outro, ao estranho,
ao dessemelhante. Um grande exemplo desse radicalismo, que teve como conseqüência
a dizimação de milhares de pessoas, foi: Hitler. Um exemplo bastante
claro de que a intolerância pessoal prejudica o outro.