Como a tolerância se apresenta na humanidade

 

Cada indivíduo possui ideais, princípios, crenças, objetivos, convicções por ele um dia escolhidos baseado em seu perfil (personalidade, características pessoais). A partir do momento que escolhe acreditar, seguir, objetivar algo, passa-se a defender tais ideais, visto que, se por ele escolhidos, por ele é considerado sensato, correto e adequado. Colocando tudo que for oposto numa situação de preconceito, exclusão e intolerância.
Essa aversão à idéias alheias faz com que cresça no indivíduo um espírito egocêntrico, dificultando suas relações para com as pessoas e para com o mundo. A intolerância, muitas vezes, acaba por ser um mecanismo de defesa, que objetiva a praticidade, o convencional e que condena o que possa gerar mudanças, justamente pela insegurança, pelo medo de falhar, pelo receio de perder o seu espaço, a sua originalidade. Até mesmo o conformismo faz com que não nos sintamos precisados de mudanças radicais, excessivas, ou medianas ou até mesmo ponderadas.
A intolerância pode causar os mais diversos problemas, desde a dificuldade nas relações, como também a autoconfiança (formada pelo exacerbo de confiança em suas convicções) excessiva que gera um radicalismo infindável com o que se refere ao outro, ao estranho, ao dessemelhante. Um grande exemplo desse radicalismo, que teve como conseqüência a dizimação de milhares de pessoas, foi: Hitler. Um exemplo bastante claro de que a intolerância pessoal prejudica o outro.
A atualidade nos incentiva a condescendência, já que num processo de tão grande dimensão de globalização, de inovações é necessário se adaptar para não ser considerado retrogrado numa sociedade moderna. É óbvio que tolerância é essencial para um processo de adaptação, considerando que para se ajustar a algo é necessário, primeiramente, descobrir que há necessidade de mudança e depois, não menos importante, ter a capacidade de aceitar e compreender o novo. Porém ao analisar de outra perspectiva, percebe-se que a globalização, geralmente, ligada ao estresse, pelo seu excesso de informações, faz com que não tenhamos tempo de perceber, localizar, admirar, nos comparar, presenciar, adaptar com as diferenças tão abundantes na humanidade. O que nos é altamente prejudicial, pois se temos oportunidades para conhecer outros ideais, outras culturas, outros pensamentos, obviamente, assim, aumenta-se sua possibilidade de escolhas, assim, fazendo com que cada indivíduo possa optar para o que lhe parece mais condizente com seus aspecto. Logo, mostrando que mudanças apesar de ter uma relação com insegurança, receio, inflexibilidade, pode sim, e geralmente traz, benefícios para quem as sabe fazer.
O ato de tolerar está interligado com o ato de respeitar, e respeito está intimamente ligado com as condições de um mundo melhor, mais harmonioso. Num mundo de tantas diversidades, tantas possibilidades de escolha, deve-se respeitar as mais variadas decisões e diferenças sendo elas: sociais, culturais, religiosas, políticas, raciais entre outras.